Maastricht 7 passos: como funciona na prática, com exemplo de caso de cardiologia
Se você já sabe que o método Maastricht estrutura a sessão em 7 etapas, mas quer ver como o tutor conduz cada uma sem o grupo dispersar — esse post mostra uma sessão de cardiologia de ponta a ponta com o caso da Sra. Marta, com perguntas-chave e erros comuns por etapa.
O caso · Sra. Marta · dor torácica
Paciente: Sra. Marta, 62 anos, professora aposentada. Procura UBS queixando-se de dor torácica há 3 dias, "como aperto", que piora ao subir escadas e melhora em repouso. Histórico de hipertensão controlada com losartana, mãe falecida por infarto aos 58 anos.
Sinais: PA 142/88, FC 78, sat 97%, ausculta cardíaca sem sopros, MV+ bilateral.
Pergunta norteadora: Quais hipóteses diagnósticas devem ser priorizadas? Qual conduta imediata?
Esse caso tem propósito didático: abre o diferencial entre angina estável, síndrome coronariana aguda, dor musculoesquelética e transtorno de ansiedade somatizado. Foi gerado em 8 segundos pelo módulo PBL da ProvaJá com o prompt: "caso de paciente com hipertensão arterial sistêmica e dor torácica · 3º ano de medicina · nível intermediário".
Sessão 1 — Etapas 1 a 5 (~90min)
Etapa 1 · Esclarecer termos desconhecidos (5-10 min) O que acontece: alunos checam palavras técnicas do enunciado. "MV+", "sat 97%", "losartana", "ausculta sem sopros". Pergunta-chave do tutor: "Algum termo do caso vocês ainda não dominam?" Erro comum: explicar tudo. Não. Deixa o grupo se ajudar — peer teaching já começa aqui.
Etapa 2 · Definir o problema (10-15 min) Grupo formula a pergunta clínica central. Exemplo: "Mulher de 62 anos, hipertensa, com dor torácica em aperto desencadeada por esforço, deve ser investigada como síndrome coronariana até prova em contrário?" Pergunta-chave: "Qual é o problema central que esse caso traz?"
Etapa 3 · Brainstorm de hipóteses (15-25 min) O grupo joga tudo no quadro sem julgar: Angina estável, IAM, Dissecção aórtica, Embolia pulmonar, Dor musculoesquelética, DRGE, Síndrome do pânico, Pericardite. Erro comum: tutor começar a descartar. Não. Etapa 3 é divergente · só na 4 começa a convergência.
Etapa 4 · Estruturar as hipóteses (15-20 min) Grupo organiza por sistema: Cardíaco urgente (IAM, angina instável, dissecção aórtica) / Cardíaco crônico (angina estável, pericardite) / Não-cardíaco (DRGE, costocondrite, pânico). Pergunta-chave: "Que mecanismo explica esses sintomas?"
Etapa 5 · Definir objetivos de aprendizagem (10-15 min) Cada aluno pega um pedaço pra estudar. Aluno A: critérios IAM vs angina. Aluno B: exames complementares. Aluno C: fatores de risco. Aluno D: critérios de internação vs alta. Erro comum: professor entregar a lista pronta. Os alunos formulam. Isso é o coração do método.
Entre sessões e Sessão 2 — Etapas 6 e 7
Etapa 6 · Estudo individual (3-7 dias) Cada aluno pesquisa o que ficou de tarefa. Livro, paper, diretriz da SBC, vídeo do JAMA. O que o tutor faz: nada. Eventualmente atende dúvida pontual no WhatsApp.
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Etapa 7 · Síntese e discussão (sessão 2 · ~60-90min) Alunos voltam · cada um apresenta o que estudou · grupo amarra · tutor fecha gaps + traz o "veredito" do caso. No exemplo: alunos chegam com diagnóstico priorizado de angina estável · conduta de ECG urgente + dosagem de troponina seriada + internação se positivo. Tutor traz o desfecho real (Sra. Marta foi diagnosticada com angina estável, recebeu nitrato + estatina + acompanhamento ambulatorial). Avaliação dos colegas acontece geralmente aqui no fim · alunos recebem link no celular · em 5 minutos avaliam quem contribuiu mais.
Cronograma real e erros mais comuns
Cronograma: Semana 1 quarta 14h — Sessão 1 (etapas 1-5) / Semana 1 e 2 — Estudo individual (etapa 6) / Semana 2 quarta 14h — Sessão 2 (etapa 7 + avaliação dos colegas). Um caso = 2 sessões = 1 ciclo completo. Um semestre de cardiologia roda 6 casos = 12 sessões presenciais.
Erros mais comuns do tutor iniciante: 1. Querer ensinar o conteúdo — o tutor PBL é facilitador, não professor expositivo 2. Pular a etapa 1 — parece "perda de tempo" mas é o que evita o grupo travar nas etapas 3 e 4 3. Convergir antes da etapa 4 — brainstorm é divergente, se você cortar hipóteses na etapa 3 perde o exercício 4. Entregar os objetivos de aprendizagem prontos — etapa 5 é dos alunos formularem 5. Esquecer da segunda sessão — vira meia-PBL. No módulo da ProvaJá, ao criar sessão de caso, já criamos par de sessões automaticamente (parte 1 + parte 2) pra forçar o método correto.
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