Moedas e conceito de pagamento flexível representando modelo de créditos em software
Modelo de negócio
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Créditos vs assinatura: por que escolhemos pay-as-you-go

Quando lançamos o ProvaJá, a primeira decisão de produto foi sobre o modelo de monetização: assinatura mensal fixa ou créditos por uso? Escolhemos créditos — e este post explica o raciocínio por trás dessa decisão, seus trade-offs e como funciona na prática.

Publicado em 27 de maio de 2026 por Fabio Rocha

O problema com assinatura para professores

O professor universitário brasileiro não cria provas todos os dias. A distribuição é irregular: concentrada no início e no final de cada bimestre, com janelas de baixa atividade entre eles.

Uma assinatura mensal de R$29 ou R$49 faz sentido para ferramentas de uso diário — e-mail, planilha, editor de texto. Para criação de provas, a conta não fecha da mesma forma: o professor paga durante os meses em que usa pouco e acaba cancelando. Não porque a ferramenta seja ruim, mas porque o padrão de uso não justifica o custo fixo.

Como funciona o modelo de créditos

No ProvaJá, cada questão gerada pela IA consome 1 crédito. Cada leitura de cartão-resposta também consome 1 crédito. Funcionalidades manuais — criar questões sem IA, montar provas — são gratuitas.

Os créditos não expiram. Um pacote comprado em março serve para usar em outubro. Isso alinha perfeitamente com o calendário acadêmico irregular do professor.

A conta inicial é de 20 créditos grátis ao criar a conta — sem cartão de crédito, sem prazo de validade. Suficiente para gerar uma prova completa e sentir o produto antes de comprar qualquer coisa.

Os trade-offs que escolhemos aceitar

Modelo de créditos tem desvantagens do lado do negócio: receita menos previsível, mais complexidade no sistema de cobrança e um teto natural de uso por professor.

Escolhemos aceitar esses trade-offs porque acreditamos que o alinhamento de incentivos vale mais no longo prazo. Quando o professor paga apenas pelo que usa, ele não tem razão para cancelar nos meses de pouco uso — o saldo está lá, esperando.

Isso reduz o churn involuntário (cancelamento por esquecimento ou custo-benefício) e aumenta a confiança no produto: se você não usar, não perdeu dinheiro.

Quando a assinatura faz sentido

Para usuários com uso intenso — professores com muitas turmas, coordenadores de curso — o modelo de créditos pode sair mais caro do que uma assinatura com volume incluído.

Por isso oferecemos também planos com assinatura: Pro e Institucional. A assinatura Pro inclui um volume mensal de créditos a um custo por crédito mais baixo. A Institucional cobre toda uma equipe docente com pricing personalizado.

A lógica é: créditos avulsos para quem usa esporadicamente; assinatura para quem usa com regularidade. O professor escolhe o que faz mais sentido para o seu padrão de uso — sem ser forçado a um modelo único.

Transparência como princípio

Uma coisa que evitamos deliberadamente: travar funcionalidades por tipo de plano de forma opaca. A tabela de preços do ProvaJá deixa claro o que cada crédito compra e qual é o custo por unidade em cada opção.

Acreditamos que transparência no modelo de negócio gera confiança — e confiança é o ativo mais importante para um produto que lida com dados pedagógicos sensíveis. O professor que entende como a plataforma funciona economicamente tende a usá-la por mais tempo e a recomendá-la para colegas.

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